terça-feira, 14 de setembro de 2010


O MILAGRE DE ESTAR ATENTO

(OSHO)

A pessoa precisa começar observando o corpo...
Caminhando... Sentando... Indo para a cama... Comendo...
A pessoa deveria começar pelo mais sólido, pois isso é mais fácil, e então deveria se mover para experiências mais sutis. A pessoa deveria começar observando pensamentos, e quando ela ficar especialista em observar pensamentos, então deveria começar a observar sentimentos.
Depois que você sentir que pode observar seus sentimentos então deveria começar a observar seus estados de ânimo ainda mais sutis e vagos do que seus sentimentos.
O milagre do observar é o de que enquanto você observa o corpo, seu observador se torna mais forte...enquanto você observa os pensamentos, seu observador se torna mais forte ainda....enquanto você observa os sentimentos, o observador se torna ainda mais forte... quando você observa seus estados de ânimo, o observador é tão forte que pode permanecer ele mesmo.
Observar a si mesmo, é como uma vela numa noite escura que ilumina não apenas tudo à volta, mas também a si mesma.
Observar é um processo eterno; você sempre vai se aprofundando, mas nunca chega ao fim, quanto mais fundo você for, mais fica consciente de que entrou num processo eterno, sem nenhum começo e nenhum fim...
Mas as pessoas estão observando somente os outros, elas nunca se importam em observar a si mesmas.
Todo mundo está observando este é o observar mais superficial. O que o outro está fazendo, o que o outro está vestindo, como ele aparenta...
Todo mundo está observando; o observar não é algo novo a ser introduzido em sua vida. Ele apenas precisa ser aprofundado, tirar dos outros e direcionar a seus próprios sentimentos interiores, pensamentos, estados de ânimo e, finalmente, ao próprio observador...
"Dois polacos foram dar uma volta e de repente começou a chover...
-Rápido...disse um deles..."abra o seu guarda-chuva.“
“Não vai ajudar em nada”, disse seu amigo, "meu guarda-chuva está cheio de furos.”
"Então por que cargas d'água você o trouxe?" ..."Porque não achei que ia chover”
Você pode rir muito facilmente dos atos ridículos das outras pessoas, mas você já riu de você mesmo?
Você já se pegou fazendo algo ridículo?
Não, você se mantém completamente sem se observar. Toda a sua observação é a respeito dos outros e isso não é de nenhuma ajuda.
Use essa energia da observação para uma transformação de seu ser. Isso pode trazer para você tanta bem-aventurança e tanta bênção que você nem mesmo pode sonhar a respeito
Um processo simples, mas uma vez que você comece a usá-lo em você mesmo, ele se torna uma meditação.
Pode-se fazer meditações a partir de qualquer coisa. Qualquer coisa que o leva a você mesmo é meditação e é imensamente significativo encontrar sua própria meditação, pois nesse próprio encontrar você encontrará imensa alegria. E porque é o seu próprio encontrar, e não algum ritual imposto sobre você, você adorará entrar fundo nela.
Quanto mais fundo você entrar nela, mais feliz você se sentirá – tranqüilo, mais silencioso, mais integrado, mais majestoso, mais gracioso.
Observe o seu corpo e você ficará surpreso. Posso mover minha mão sem consciência e posso movê-la com consciência.
Você não perceberá a diferença...
Mas eu posso sentir a diferença. Quando a movo com consciência, há uma graça e uma beleza nela, uma serenidade e um silêncio.
Você pode caminhar estando atento a cada passo; isso lhe dará todo o benefício que o caminhar pode lhe dar como exercício, mais o benefício de uma meditação simples fantástica.
Você não deveria deixar passar inconscientemente nem mesmo um único momento...
A observação afiará a sua consciência. Essa é a religião essencial, e tudo o mais é apenas conversa.
Mas Waduda, você me pergunta: "Existe algo mais?”
Não, se você puder fazer somente a observação, nada mais é necessário. Meu esforço aqui é fazer a religião tão simples quanto possível...
Todas as religiões fizeram justamente o oposto: elas fizeram as coisas muito complexas, tão complexas que as pessoas nem ao menos as tentaram.
Eu lhe ensino... simplesmente encontre um único princípio que se harmonize com você, que esteja em sintonia com você, e isso é suficiente."

quinta-feira, 19 de agosto de 2010





A Ciência sem a Religião é manca,
a Religião sem a Ciência é cega.
Albert Einstein

sábado, 17 de julho de 2010




Metade

Oswaldo Montenegro


Que a força do medo que tenho

Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito

Não me tape os ouvidos e a boca

Porque metade de mim é o que eu grito

Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe

Seja linda ainda que tristeza

Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada

Mesmo que distante

Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo

Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor

Apenas respeitadas

Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos

Porque metade de mim é o que ouço

Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora

Se transforme na calma e na paz que eu mereço

Que essa tensão que me corrói por dentro

Seja um dia recompensada

Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso

Que eu me lembro ter dado na infância

Por que metade de mim é a lembrança do que fui

A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria

Pra me fazer aquietar o espírito

E que o teu silêncio me fale cada vez mais

Porque metade de mim é abrigo

Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta

Mesmo que ela não saiba

E que ninguém a tente complicar

Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer

Porque metade de mim é platéia

E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada

Porque metade de mim é amor

E a outra metade também.

sábado, 15 de maio de 2010

Um novo começo como ?

quinta-feira, 15 de abril de 2010


Amai-vos...

Amai-vos um ao outro,

mas não façais do amor um grilhão.

Que haja, antes, um mar ondulante

entre as praias de vossa alma.

Enchei a taça um do outro,

mas não bebais da mesma taça.

Dai do vosso pão um ao outro,

mas não comais do mesmo pedaço.

Cantai e dançai juntos,

e sede alegres,

mas deixai

cada um de vós estar sozinho.

Assim como as cordas da lira

são separadas e,

no entanto,

vibram na mesma harmonia.

Dai vosso coração,

mas não o confieis à guarda um do outro.

Pois somente a mão da Vida

pode conter vosso coração.

E vivei juntos,

mas não vos aconchegueis demasiadamente.

Pois as colunas do templo

erguem-se separadamente.

E o carvalho e o cipreste

não crescem à sombra um do outro.

Gibran Kahlil Gibran -

quarta-feira, 3 de março de 2010


"A ALMA DORME NA PEDRA, SONHA NO VEGETAL, AGITA-SE NO ANIMAL E ACORDA NO HOMEM”.

Léon Denis

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

tentando entender para depois compreender